O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, no lançamento da sua candidatura, que Goiás foi o primeiro estado a direcionar atenção aos minerais críticos e a aprovar uma legislação própria para o setor. Em discurso, Caiado destacou o pioneirismo goiano na temática.
Goiás abriga hoje a única mineradora de terras raras em escala comercial do Brasil. A Serra Verde atua com financiamento ligado ao governo dos EUA e produz carbonato misto de terras raras, um estágio intermediário do processamento do minério.
O carbonato misto resulta da concentração de elementos de terras raras e da separação de impurezas. Isso permite parte do beneficiamento no Brasil, aumentando o valor agregado e reduzindo o volume de transporte antes das etapas finais de produção de ímãs e componentes para veículos elétricos e turbinas.
Parcerias e avanços em mineração
O estado fechou memorando de entendimento com o governo dos EUA para ampliar cooperações em minerais críticos. O acordo prevê mapeamento geológico conjunto, estímulo à agregação de valor em Goiás e benefícios tributários, entre outros pontos.
Essa parceria, no entanto, foi recebida com cautela pela gestão federal. Oficiais classificaram o movimento como uma forma de par adversarial diplomático, levantando dúvidas sobre conflitos constitucionais em mapeamento geológico e parcerias comerciais exclusivas.
No setor público, Goiás é visto como um polo de investimento em minerais críticos. Em 2025, Caiado sancionou lei que criou a Autoridade Estadual de Minerais Críticos, com missão de coordenar políticas, destravar projetos e atrair capital. A legislação autoriza áreas especiais com benefícios e prioridade em infraestrutura.
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