O preço internacional do petróleo segue pressionado pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do estreito de Ormuz. O petróleo chegou a US$ 116 o barril, em meio a rumores de ações militares. Março deve fechar com alta de 59%, a maior desde 1990.
Segundo o economista Hugo Garbe, as guerras do século 21 vão além do confronto bélico. O Irã, ao fechar a passagem marítima, busca pressionar economicamente os Estados Unidos e a economia global, elevando preços e tensão inflacionária.
A escalada do petróleo afeta a inflação em vários setores. Com o custo de combustíveis subindo, produtos ficam mais caros e o consumo deve recuar, o que pode impactar empresas e gerar maior pressão no mercado de trabalho.
O especialista alerta que o Brasil não é 100% dependente do petróleo estrangeiro, ao contrário de alguns países. Ele recomenda que governos e bancos centrais realizem cenários de estresse para planejar respostas em cenários de escassez.
Ainda de acordo com Garbe, há possibilidade de um cessar-fogo de curto prazo, desde que haja bom senso entre as partes. O cenário atual demanda monitoramento contínuo de preços e impactos na economia doméstica.
Entre na conversa da comunidade