O dólar recuou para abaixo de R$ 5,20 nesta terça-feira (31), enquanto a bolsa brasileira avançou, com o apetite por risco aumentando diante de sinais de possível distensão na guerra no Oriente Médio. Declarações de líderes dos EUA e do Irã sugerem abertura para encerrar o conflito, amenizando as tensões nos mercados.
O dólar comercial fechou em R$ 5,179, com queda de R$ 0,069 (-1,31%). A cotação iniciou o dia em leve baixa e acelerou a queda na parte da tarde, após notícias sobre distensão no conflito. A moeda chegou ao menor nível desde 11 de março, quando encerrou em R$ 5,15.
Apesar da volatilidade global, o dólar registrou alta de apenas 0,87% no mês. No primeiro trimestre, houve queda de 5,65%, contribuindo para o real apresentar o melhor desempenho entre as principais moedas em 2026.
Bolsa de Valores
O Ibovespa fechou em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos, acompanhando o sentimento positivo nas bolsas externas e a recuperação em Wall Street. O índice ficou no campo positivo mesmo com queda mensal de março de 0,70%.
Entre cada trimestre, o desempenho é expressivo: alta de 16,35% no trimestre, a melhor desde 2020. O fluxo de capitais estrangeiros e a expectativa de alívio no conflito ajudaram a sustentar a tendência, apesar de riscos geopolíticos ainda presentes.
Petróleo e perspectivas
Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia, refletindo a expectativa de trégua no conflito. O Brent para junho caiu para US$ 103,97, após relatos de disposição iraniana para encerrar a guerra sob condições específicas.
Mesmo assim, o Brent fechou março com valorização próxima de 40%, sustentada por riscos à oferta global, especialmente no Estreito de Ormuz, passagem de cerca de um quinto da produção mundial.
Fonte: Reuters
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