Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

El Niño pressiona safra e aumenta risco inflacionário

Probabilidade de El Niño em torno de sessenta por cento para 2026/27 recalibra expectativas de safra, elevando volatilidade de preços e exportações

Photo
0:00
Carregando...
0:00

A cada sinal de El Niño, o mercado agrícola ajusta expectativas. A probabilidade de um novo episódio no segundo semestre de 2026 é estimada em cerca de 60% pelas principais projeções internacionais, elevando o foco em intensidade e distribuição espacial dos impactos. A incerteza reforça a necessidade de vigilância de safras, preços e fluxos de exportação.

O Sul do Brasil pode registrar aumento de chuvas, favorecendo culturas de inverno e parte da safra de verão, com potencial de melhoria produtiva para soja e milho. Entretanto, o excesso de chuva pode comprometer operações, reduzir qualidade e elevar custos logísticos.

No Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas é o principal efeito. O início da estação chuvosa pode atrasar o plantio da soja, com precipitações mais espaçadas em setembro e outubro, afetando a umidade do solo. Veranicos também elevam o risco para o desenvolvimento inicial das lavouras.

Se o plantio avançar para novembro, a colheita se desloca, comprimindo a janela do milho de segunda safra e aumentando a chance de enfrentar período seco no fim do ciclo. Temperaturas elevadas elevam a evapotranspiração e o estresse hídrico das culturas.

O Norte e o Nordeste tendem a enfrentar déficit hídrico, afetando milho, feijão e mandioca. A pressão sobre pastagens também pode impactar a pecuária, elevando o risco de quebra de safra em regiões vulneráveis.

Mercados e custos

O impacto climático se amplifica no mercado global, com episódios intensos de El Niño elevando a volatilidade e os prêmios de risco em commodities agrícolas. Esse cenário tende a sustentar preços internacionais de grãos e alimentos básicos, afetando exportadores como o Brasil.

A transmissão para os preços domésticos ocorre por meio de oferta reduzida, custos logísticos mais elevados e possível valorização internacional das commodities. O IPCA pode absorver parte desse choque, integrando o radar de riscos inflacionários.

Produtores respondem com maior uso de seguros agrícolas, ajuste de mix de culturas e adoção de tecnologias de mitigação. Sementes mais resilientes e sistemas de irrigação devem ganhar espaço, recompondo custos e margens ao longo do ciclo.

A intensidade do El Niño é o principal ponto crítico. Um evento moderado pode trazer efeitos parcialmente compensatórios entre regiões, enquanto um fenômeno mais forte pode provocar perdas disseminadas e maior repasse aos preços.

Entre maio e junho, as mensagens climáticas devem solidificar as projeções para a safra 2026/27. O El Niño deixa de ser apenas variável climática e passa a atuar como vetor de reprecificação de risco nos campos, nos preços e nos mercados globais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais