O petróleo recuou nesta terça-feira (31) conforme investidores avaliavam sinais contraditórios sobre o rumo da guerra com o Irã. O mercado reagiu à possibilidade de escalada no Oriente Médio, após o preço ter subido mais de 50% em março, fechando acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho de 2022.
Por volta das 15h20, o Brent caía 2,52%, para US$ 104 o barril, enquanto o WTI recuava 0,93%, para US$ 102 o barril. Na sessão anterior, as duas referências fecharam a maior cotação desde julho de 2022.
A tensão no Irã praticamente parou o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, interrompendo cerca de 20% do fornecimento mundial. Apesar de os EUA importarem pouco do Oriente Médio, o preço do petróleo é definido num mercado global de commodities.
O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou o ultimato ao Irã, ameaçando atacar instalações petrolíferas caso o estreito não seja reaberto, depois de ter adiado o prazo duas vezes nas últimas duas semanas.
Ao mesmo tempo, Washington afirma que as negociações com Teerã seguem em curso, embora ofereça poucos detalhes sobre interlocutores. O Irã envia mensagens com sinais contraditórios, mantendo a incerteza no mercado.
Desdobramentos diplomáticos
Analistas do Deutsche Bank destacaram, em artigo publicado nesta terça, sinais contraditórios que o mercado tem recebido nas últimas 24 horas.
Análise de mercado
As oscilações indicam que investidores negociam entre temores de interrupção adicional de fornecimento e expectativas de avanços diplomáticos limitados. O cenário continua dependente de novas sinalizações entre Washington e Teerã.
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