Durante o CNN Talks, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a estatal avalia ampliar a produção de diesel para reduzir a dependência externa e chegar à autossuficiência em cinco anos. A mensagem reforça o objetivo de estabilizar preços internos diante de choques internacionais, segundo a dirigente.
A estratégia ocorre em meio a um cenário geopolítico volátil, com impactos nos preços do petróleo e nas cadeias de suprimento globais. Chambriard cita conflitos no entorno do petróleo, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e tensões entre EUA e Irã, como fatores que elevam a volatilidade.
Segundo a executiva, a Petrobras tem ampliado atuação internacional, impulsionando o Brasil entre os dez maiores exportadores de petróleo e fortalecendo a presença no mercado asiático, com quase metade do óleo destinado à Ásia.
No enfoque interno, a estatal prioriza reforçar o abastecimento de diesel. Hoje o Brasil produz cerca de 80% do combustível consumido e importa 20%. A meta é ampliar a capacidade de refino para reduzir essa participação externa.
Expansão de refino e prazo
A Petrobras planeja adicionar 300 mil barris por dia de diesel aos próximos cinco anos. A executiva informou que a meta de chegar a 100% de autossuficiência está sendo avaliada internamente, com questionamento sobre a possibilidade de suprir todo o consumo nacional no período.
O principal desafio envolve a infraestrutura de refino. A empresa já avança com novos trens de refino e planeja investimentos significativos, especialmente em São Paulo, onde operam quatro refinarias. A estratégia também prevê reduzir a produção de óleo combustível, com maior foco em derivados de maior valor agregado para o mercado interno.
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