A energia solar ajudou a reduzir as importações de combustíveis fósseis na Europa. Segundo a SolarPower Europe, o continente já economizou mais de €3 bilhões desde 1º de março, com economia diária acima de €100 milhões. Se o preço do gás permanecer alto, a economia em 2026 pode chegar a €67,5 bilhões.
O estudo usa dados da Rystad Energy para apontar que, apenas nos primeiros 20 dias de março, a geração solar economizou €2 bilhões em combustível fóssil. A energia solar atua como buffer contra o choque energético causado pelo conflito no Irã e pelo aumento global dos preços.
A contabilidade aponta ainda que o preço do Brent subiu mais de 50% desde o início do conflito, chegando a €107 por barril. O preço do gás natural holandês TTF avançou cerca de 70%, elevando a previsão de alta mensal de março de 2026 como a maior desde setembro de 2021.
A SolarPower Europe destaca que, apesar do efeito positivo da solar, o setor enfrenta uma “onda de desinformação” sobre aquecedores e renováveis. A organização defende redes elétricas mais flexíveis, mais armazenamento e maior electrificação da economia.
Em duas frentes, a energia renovável já mostra benefícios. Países pioneiros em mudança energética reduziram a dependência de geradores fósseis para formar o preço da eletricidade, com impactos no custo para o consumidor. Em 2025, o uso de vento e solar superou o de combustíveis fósseis na UE, segundo Ember.
Desempenho e liderança na UE
Em 2025, geração de vento e sol ficou em 30% da eletricidade da UE, superando fósseis por 1 ponto percentual. Em 2024, a Áustria liderou o ranking de uso de energia limpa, com 90% graças à hidroeletricidade. Suécia ficou em segundo, com 88%.
Denmark aparece em terceiro no comparativo de 2024, com 80% de energia a partir de fontes renováveis. Outros destaques incluem Geórgia (68,4%), Portugal (65,8%), Espanha (69,7%) e Croácia (58%). Malta aparece com 10,7% de renováveis.
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