O mercado precificou três altas da taxa de juros pelo BCE em 2026, após três dias de queda nos rendimentos. Os títulos alemães apresentaram alta, sinalizando maior expectativa de aperto monetário na zona do euro.
Investidores acompanharam, ainda, a evolução geopolítica. O ambiente de incerteza no Oriente Médio aumentou a percepção de pressões inflacionárias, influenciando a precificação de juros e o desempenho de ativos de renda fixa.
A taxa de depósito do BCE, que fechava em 2,00%, era projetada para encerrar o ano em 2,73%, segundo o fluxo de mercado. A curva de juros da Alemanha também reagia à nova avaliação de risco e de inflação futura.
Perspectiva de política monetária e impactos
Analistas destacam o risco de segunda ordem, com efeitos sobre salários e a estabilidade financeira, caso o aperto ocorra mais cedo. O debate interno entre membros do BCE manteve-se intenso, com atenção a como o cenário geopolítico influencia decisões futuras.
No curto prazo, o rendimento de 10 anos dos títulos alemães subiu para 3,03%, mas a tendência semanal aponta queda prevista de cerca de 7 pontos-base. O período recente registrou o nível mais alto desde junho de 2011.
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