Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho mostrou melhora em março: empregos criados foram 178 mil, acima da previsão de especialistas, após recuo em fevereiro. A taxa de desemprego caiu a 4,3%, com 396 mil pessoas saindo da força de trabalho. A participação ficou abaixo de 62% pela primeira vez desde a pandemia.
A divulgação, do Departamento do Trabalho, também aponta que a média de horas trabalhadas recuou e a remuneração subiu menos do que o observado nos meses anteriores, sinalizando desaceleração salarial. Economistas ressaltam que ainda é cedo para medir impactos do conflito no Oriente Médio.
O cenário, já marcado por incertezas, ganhou novo peso com a guerra entre EUA, Israel e Irã. Ataques de fim de fevereiro elevaram o petróleo e os combustíveis nos EUA, e especialistas estimam efeitos ainda nos próximos meses sobre contratações e demanda.
Dados recentes indicaram queda nas vagas de emprego abertas em fevereiro, o que reforça o ambiente de cautela para o mercado de trabalho. A oferta de mão de obra permanece restrita, elevando o desafio de acompanhar o crescimento populacional.
Analistas destacam que, apesar da melhora, o principal fator de análise continua sendo o impacto econômico do conflito no Oriente Médio. O Banco Central manteve a taxa básica em 3,50% a 3,75% na rodada anterior, sem sinal claro de mudanças imediatas.
As interrupções na cadeia de suprimentos associadas ao conflito não aparecem como efeito imediato no relatório de março. A expectativa é de que impactos se tornem mais evidentes no segundo trimestre, conforme evoluírem as tensões globais.
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