O aumento do preço da gasolina nos EUA chegou a superar 4 dólares por galão, em meio aos conflitos no Oriente Médio. O valor refletido em março foi acelerado pela tensão entre EUA, Israel e Irã, impactando consumidores em diversas regiões.
Entre os afetados, motoristas tradicionais convivem com a alta, enquanto quem tem veículos elétricos evita boa parte dos reajustes. Em Seattle, Tim Heitman, que trocou o SUV Audi Q7 por um Ford Mustang Mach-E, disse que o custo de recarregar em casa compensa a queda de despesas com combustível.
Heitman, de 75 anos, mantém o hábito de acompanhar os preços no Costco diariamente. Ele aponta que a economia ao carregar o veículo elétrico supera o possível aumento de gasolina em mais de 1 dólar por galão nos últimos meses.
A experiência de Heitman ilustra um movimento maior: proprietários de EVs escreveram à CNN relatando como contornam a alta de combustíveis com energia elétrica, às vezes gerada por fontes solares instaladas em casa.
Na prática, mesmo com a gasolina acima de 4 dólares por galão, visões de especialistas indicam que o mercado de EVs ainda não reagiu com crescimento acelerado de demanda. A indústria tem visto queda de novos registros, devido ao custo inicial elevado.
Casos de economia doméstica aparecem em estados como Colorado e Wyoming, onde famílias com painéis solares ou carregamento em horários de menor tarifa reduzem significativamente a conta de energia no carregamento dos veículos elétricos.
Entre os proprietários, a aposta é que a elevação dos preços do combustível incentive migração para opções elétricas, ainda que fatores como custo de aquisição e disponibilidade de crédito público pesem na decisão de compra.
Outras trajetórias: usuários que mantêm carros a gasolina relatam estratégia de redução de uso, busca por postos com preços mais baixos e integração de recursos para dividir custos entre familiares, diante do aperto financeiro.
No cenário nacional, especialistas destacam que a composição de compras de EVs permanece desafiadora. A queda de incentivos fiscais federais e estaduais, além da menor oferta de crédito, pode frear o ritmo de adesão, mesmo com a alta recente da gasolina.
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