Desde a fundação, há 48 anos, a Cetrel consolidou-se como a segunda maior empresa brasileira do setor ambiental, oferecendo serviços que vão da água à gestão de resíduos e resposta a emergências. A empresa é controlada pelo Grupo Solví.
Agora, a Cetrel se prepara para um novo ciclo de crescimento impulsionado pela crise da Ambipar, sua principal concorrente, que está em recuperação judicial. O cenário favorece a Cetrel, diante de um mercado altamente fragmentado.
A Cetrel nasceu para atender o polo petroquímico de Camaçari na gestão de resíduos, com empresas clientes que também eram acionistas. Em 2017, o negócio foi vendido à Braskem e, em 2021, passou ao grupo Solví por R$ 284 milhões.
Contexto atual do negócio
Hoje, a Cetrel figura como o segundo player nos três segmentos em que atua, com faturamento próximo de R$ 1 bilhão no ano anterior e atendimento a mais de mil clientes. A Ambipar fatura cerca de R$ 2 bilhões nas mesmas verticais.
Desde a recuperação judicial da Ambipar, alguns clientes têm buscado alternativas, favorecendo a Cetrel, que opera de forma regionalmente sólida e com atuação mais curta na cadeia de suprimentos. O CEO, Ciro Gouveia, destaca esse movimento como consequência da governança do setor.
Estratégia de crescimento e caixa disponível
A maior parte da receita da Cetrel vem de águas e efluentes e da economia circular, cada área respondendo por 40% do topo da empresa. A área de resposta a emergências representa 20%, apesar de ser a menor, é a que mais cresce.
Em fevereiro, a Cetrel adquiriu a CTA, especializada em treinamentos e simulações, e já busca novas aquisições. O CEO afirma que conversas para M&As estão em andamento nas três verticais, com planos de ampliar atuação fora da Bahia.
A Cetrel conta com cerca de R$ 120 milhões em caixa para aquisições e mantém uma estrutura de capital saudáve, com alavancagem de 0,7x EBITDA. Tais fatores sustentam a ambição de expansão da empresa.
Planos de expansão e panorama do grupo
O objetivo é crescer acima de 20% a 25% ao ano nos próximos cinco anos, atingindo faturamento de aproximadamente R$ 2 bilhões. A Cetrel faz parte do Grupo Solví, controlado por Carlos Villa, que detém 62% do capital.
Além da Cetrel, o Solví atua no mercado de aterros, concorrendo com a Orizon, e na produção de biometano. O grupo como um todo fatura perto de R$ 4 bilhões por ano, mantendo influência relevante no setor ambiental brasileiro.
Entre na conversa da comunidade