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Apple aos 50: lucro estável, mas patina em inovação

Mesmo com alta valorização e lucro, Apple patina na inovação, depende do iPhone e fechou acordo de IA com o Google por US$ 5 bilhões

A conclusão dos analistas aponta para um risco óbvio: numa era em que o software reina, a Apple é uma empresa de hardware
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A Apple completou 50 anos em 1º de abril, ainda buscando manter o espírito contestador que marcou sua origem. Em mensagem no site da empresa, Tim Cook afirma que a companhia trabalha para construir o amanhã, não para relembrar o passado.

Cook diz que as histórias da Apple revelam o que acontece quando alguém consegue pensar diferente. Ele reforça que são aqueles que veem o mundo de outra forma capazes de mudar o status quo.

Apesar do marco, a avaliação interna é de melancolia entre parte dos usuários e analistas. A hegemonia do slogan Pensamento Diferente, adotado em 1997, é vista como descolada de um momento em que a empresa não lidera com a mesma força de antes.

Desempenho financeiro e percepção pública

A Apple figura entre as companhias mais valiosas do mundo, com valor de mercado superior a 3 trilhões de dólares. Contudo, não é mais reconhecida pela capacidade de provocar rupturas tecnológicas que marcaram sua história.

A imagem pública de fábrica de inovações parece contrastar com a prática atual de negócios, alimentando avaliações de estagnação em relação ao passado de pioneirismo.

Política, IA e reputação

Dois acontecimentos recentes ilustram esse descompasso entre imagem e prática. Tim Cook participou da posse do ex-presidente Donald Trump em janeiro de 2025, ato visto por críticos como alinhamento político em momentos tensos.

Em IA, a Apple tem enfrentado desgaste competitivo. A empresa, que já foi pioneira em reconhecimento de escrita à mão e na Siri, fechou acordo com o Google para usar o modelo Gemini, em uma aposta de bilhões de dólares.

IA e dependência de hardware

A dupla aposta por IA interna e por soluções externas revela um dilema: a empresa tem dependência elevada do iPhone para receitas, com estimativas apontando que vendas e serviços vinculados ao aparelho respondem por grande parte da receita total.

Especialistas indicam que, em uma era guiada por software, o peso do hardware representa risco para a estratégia de crescimento da Apple, que precisa desatar o dilema entre inovação de produto e evolução de ecossistema.

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