A Exxon Mobil estima que a produção global de petróleo e gás caiu 6% no 1º trimestre devido à guerra no Irã, ao fechamento do Estreito de Ormuz e a ataques a ativos de gás em março. A leitura foi apresentada hoje em prévia de balanço, com divulgação prevista para maio.
A empresa aponta que isso, somado aos impactos da temporização de seu programa de negociação, pode pressionar os ganhos no período, com efeitos estimados entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4,9 bilhões, dependendo do cenário.
A Shell informou que a produção de gás natural do seu segmento integrado no 1º trimestre ficará aquém do previsto, estimando 880 mil a 920 mil boe/d, contra a faixa anterior de 920 mil a 980 mil boe/d. “Pearl” e outras instalações no Catar foram citadas entre os ativos afetados.
Contexto operacional
Segundo a prévia, os ativos da Exxon no Catar e nos Emirados Árabes Unidos representam cerca de 20% da produção global da companhia, mas uma parcela menor dos ganhos upstream. A empresa confirmou que o balanço do 1T será divulgado em maio, com detalhes sobre produção e lucros.
A Shell reiterou que o ajuste na projeção reflete pressões resultantes do conflito e dos recentes ataques à indústria de petróleo e gás. A notícia ressalta o ambiente volátil que envolve as operações no Oriente Médio e no Golfo.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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