A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, nesta quinta-feira (9), uma reforma apoiada pelo governo que busca incentivar investimentos em mineração em regiões glaciais. A votação foi de 137 votos a favor, 111 contra e 3 abstenções. A lei entra em vigor após publicação no Diário Oficial.
A mudança permite que as províncias definam seus próprios padrões de proteção para geleiras e zonas periglaciais. Críticos afirmam que a regra pode enfraquecer proteções de formações de gelo em grandes altitudes, que funcionam como reservas de água doce.
Reações e motivações
Parlamentares de oposição reclamaram de censura, alegando que apenas 0,3% dos mais de 100 mil inscritos puderam se manifestar em audiências públicas. Governadores de províncias mineiras e empresas do setor dizem que a reforma esclarece regras para investimentos.
Ecologistas e cientistas afirmam que a medida prioriza mineração em grande escala em detrimento das águas da região. A Universidade de Buenos Aires já havia expressado preocupação, defendendo critérios científicos respaldados por conhecimento técnico.
Contexto e impactos econômicos
O governo de Milei concedeu incentivos fiscais, cambiais e legais a empresas de mineração, atraindo players como Glencore e BHP. A lei de 2010 protege quase 17 mil massas de gelo nos Andes, em 8.484 km², na fronteira da Patagônia com o Chile.
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