A venda de cimento no Brasil atingiu 5,79 milhões de toneladas em março, alta de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2023. O dado é recorde para março, segundo o Snic, o sindicato dos fabricantes. O crescimento veio com apoio de regiões fortes, especialmente o Nordeste.
No Nordeste, as vendas cresceram 16,4% na comparação anual, totalizando 1,28 milhão de toneladas em março. O desempenho ficou acima do registrado nas outras regiões e puxou o total do primeiro trimestre, com expansão de 10% para 3,66 milhões de toneladas.
O Sudeste, maior mercado, registrou queda de 2,8% no trimestre, para 7 milhões de toneladas. O Snic aponta que o período chuvoso intenso pode ter contribuído para o recuo na região.
Desempenho diário, custos e perspectivas
Em março, as vendas por dia útil caíram 2,3% ante o ano anterior, para 241,2 mil toneladas. No trimestre, o total foi de 15,9 milhões de toneladas, dentro das projeções do Snic para o ano.
O presidente do Snic, Paulo Camillo Penna, cita riscos ligados a preços do petróleo e frete. A organização avalia crescimento entre 1% e 2% na comparação anual para 2024, diante de volatilidades globais.
Penna aponta ainda que o frete rodoviário responde por cerca de 90% do transporte de insumos e produto acabado. Ele cita alta de 25% no frete desde o agravamento da crise no Oriente Médio. O custo do cimento pode subir, segundo ele, cerca de 13%.
Caso haja mudança na legislação para sacos de cimento de 50 kg para 25 kg, o setor estima custo adicional de até R$ 6,5 bilhões. Um projeto de lei com urgência pode ampliar essa decisão a qualquer momento.
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