A Suzano informou nesta sexta-feira (10) que os preços globais de papel higiênico, lenços de papel e fraldas devem subir. A alta vem à medida que guerras e conflitos elevam custos de transporte e de matérias-primas, como produtos químicos usados na fabricação. A empresa cita o cenário atual de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã como fator-chave.
A companhia também destaca que a volatilidade do petróleo aumenta os custos de transporte marítimo, rodoviário e ferroviário. Segundo Paulo Leime, diretor-geral da Suzano para a Europa, Oriente Médio e África, haveria aumento de custos em toda a cadeia de valor, pressionando os preços do papel se a crise persistir. Ele não detalhou prazos.
Impactos e contexto
Leime ressaltou que, embora a Suzano tenha se protegido contra parte dos preços do petróleo, os custos indiretos de matérias-primas químicas, como soda cáustica e ácido sulfúrico, também sobem. A guerra afeta especialmente o Oriente Médio, onde a Suzano atua em Dubai, Abu Dhabi, Bahrein e Catar.
As ações da Suzano caíram mais de 15% desde o início do conflito. O executivo afirmou que a produção da empresa não seria comprometida pela alta da energia, já que suas unidades são 100% autossuficientes. O principal impacto estaria no custo do combustível.
Para o fornecimento do Oriente Médio, a Suzano utiliza o Mediterrâneo, passando pelo Canal de Suez e enfrentando custos rodoviários elevados pela Arábia Saudita e pela Jordânia, conforme Leime. A companhia é a maior produtora mundial de celulose usada por itens da Kimberly-Clark, como papel higiênico, lenços e fraldas.
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