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Transporte e alimentos pressionam inflação de março

Inflação de março no Brasil sobe 0,88%, impulsionada por transportes e alimentos; a guerra eleva combustíveis e climas pressionam safras

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A inflação brasileira registrou alta de 0,88% em março, acima da previsão de 0,77%. O avanço foi puxado pelos setores de transportes e alimentos, com efeito direto da guerra na Ucrânia sobre os preços dos combustíveis, segundo análise de Débora Oliveira, ao Live CNN.

No grupo de transportes, a gasolina subiu 4,59% e o diesel também teve alta expressiva. A leitura aponta que a guerra já era esperada, dado o choque no preço do petróleo, o que impulsiona o índice geral.

No front dos alimentos, o leite longa-vida teve elevação de 11,74% e o tomate 20,31%. Debates apontam sazonalidade climática e fatores sazonais que pesam sobre safras específicas, elevando certos itens nos supermercados.

Impacto do diesel nos alimentos

O aumento do diesel impacta preços ao consumidor porque o Brasil depende fortemente do transporte rodoviário para distribuição. Com diesel mais caro, o custo final de produtos alimentícios tende a subir.

Perspectiva 12 meses e cenário externo

No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 4,12%, próximo do teto da meta de 4,5%. Internacionalmente, os EUA registraram alta similar, com gasolina nos combustíveis elevando o index CPI, refletindo o efeito da guerra.

Entre itens com queda, ficaram café (-1,28%), maçã e seguro veicular (-2,43%). Pacotes turísticos recuaram 3,34%, enquanto passagens aéreas subiram 6,08% devido ao encarecimento do querosene.

Variação cambial e potenciais impactos futuros

A depreciação do dólar pode aliviar preços de importados, como trigo usado na produção de pães. O câmbio mais baixo tende a impactar itens importados, mas o efeito ocorrerá gradualmente, segundo a analista.

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