Na quinta-feira (9), entidades dos setores de transporte, petróleo e derivados, distribuição de combustíveis, postos e importadores de diesel e gasolina defenderam manter o rigor técnico nos testes antes de qualquer decisão sobre aumentar a mistura de biodiesel no Brasil. A fala ocorreu por meio de uma nota conjunta.
O objetivo é assegurar a segurança operacional e a integridade da frota brasileira do Ciclo Diesel. Os signatários — Abicom, CNT, IBP, Federação Brasilcom, Fecombustíveis, SindTRR, Sindoco e Semove — destacaram a necessidade de comprovação técnica e evitar ajustes por crises conjunturais.
Segundo as entidades, o cumprimento integral da Lei do Combustível do Futuro exige avaliação técnica robusta, sem flexibilizar requisitos de qualidade por fatores de mercado. O Brasil possui frota diesel muito diversificada, o que reforça a cautela dos produtores e distribuidores.
Contexto e próximos passos
A manifestação ocorre antes de a governo decidir sobre a abertura para acelerar testes que permitam misturas de até 20% de biodiesel no diesel, ante os 15% atuais. No momento, a indústria enxerga oportunidades com o aumento devido aos preços do diesel.
Uma possível aceleração dos testes envolveria a contratação de mais dois laboratórios especializados, reduzindo o tempo de avaliação de 14 meses para cerca de 4 meses. O setor de biodiesel se coloca disposto a arcar com parte dos custos.
A proposta de celeridade é apoiada pela AliançaBiodiesel, criada pela Abiove e Aprobio. O objetivo é aprovar misturas de até 20% em uma única etapa, mesmo que a implementação seja gradual, para evitar novas etapas de avaliação a cada incremento.
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