O Goldman Sachs registrou lucro acima do esperado no primeiro trimestre, impulsionado pela performance do banco de investimento e pela robusta atividade de negociação de ações. O resultado ficou acima do previsto pela consenso de analistas. O lucro por ação ficou em US$ 17,55, frente à estimativa de US$ 16,49.
A receita do negócio de intermediação e financiamento de negociações de ações atingiu US$ 5,33 bilhões, com alta de 27% ante o mesmo período do ano anterior. O ganha-pão vem da volatilidade do mercado global, estimulando clientes a reequilibrar carteiras.
Por outro lado, a divisão de renda fixa, moedas e commodities teve um recuo de 10%, chegando a US$ 4,01 bilhões, em função da desaceleração na negociação de taxas de juros e de hipotecas. A gestão de riscos permaneceu como prioridade da instituição.
Fusão e aquisições mantêm impulso
O volume global de fusões e aquisições somou US$ 1,38 trilhão no 1º trimestre, segundo Dealogic. Analistas apontam crescimento de 19% nos gastos com M&A na comparação anual, com o Goldman Sachs liderando em participação de mercado.
A empresa assessorou a Unilever na fusão planejada com a McCormick para criar uma empresa de US$ 65 bilhões e trabalhou na proposta de parceria entre Equitable e Corebridge para formar uma seguradora de US$ 22 bilhões. Essas operações reforçam o peso do banco no setor.
As tarifas de serviços de banco de investimento subiram para US$ 2,84 bilhões, avanço de 48% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Especialistas destacam a atividade robusta de transações e ofertas públicas iniciais de grande porte.
Gestão de ativos ganha destaque
A área de gestão de ativos e patrimônio registrou receita de US$ 4,08 bilhões, com alta de 10%. O Goldman Sachs tem priorizado esse segmento para buscar receitas mais estáveis e reduzir a dependência de atividades de trading e banco de investimento.
Analistas ressaltam que o cenário geopolítico continua desafiador, mas a empresa afirmou manter disciplina na gestão de riscos para sustentar a operação. A visão de longo prazo permanece voltada a distribuição de resultados mais equilibrados.
O banco também mencionou expectativa de reduzir a dependência de receitas voláteis e manter o ritmo de negócios com clientes institucionais e corporativos. O mercado observa a trajetória de IPOs como novo motor de crescimento para o ano.
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