A OPEP reduziu nesta segunda-feira (13) a previsão da demanda mundial de petróleo para o segundo trimestre em 500 mil barris por dia, na primeira avaliação pública do impacto da guerra com o Irã no mercado. A decisão não alterou a projeção para o ano inteiro.
A organização aponta menor consumo ocorrido no segundo trimestre, mas prevê recuperação nos meses seguintes. A guerra fechou o Estreito de Ormuz, interrompendo a produção na região e elevando os preços, o que pressiona consumidores e empresas globalmente.
Para o período de abril a junho de 2026, a demanda global deve ficar em 105,07 milhões de bpd, ante 105,57 milhões estimados no relatório anterior. A OPEP cita uma fraqueza transitória no crescimento da demanda, relacionada aos acontecimentos no Oriente Médio.
A OPEP+ manteve a previsão de alta de 1,38 milhão de bpd na demanda mundial em 2026, divergindo da EIA, que reduziu sua projeção no mesmo período. Em março, a produção média da OPEP+ ficou em 35,06 milhões de bpd, com cortes liderados por Iraque e Arábia Saudita.
Entre na conversa da comunidade