A China elevou as importações de soja em março, registrando alta de 14,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, o volume ficou aquém das expectativas, devido a atrasos nos embarques do Brasil provocados por inspeções fitossanitárias mais rigorosas. As informações são da Administração Geral de Alfândega.
O total desembarcado em março ficou em 4,02 milhões de toneladas, ante 3,5 milhões de toneladas no mesmo mês de 2023. Analistas estimavam cerca de 6,4 milhões de toneladas para março, o que não se confirmou, segundo a leitura de especialistas citados pela imprensa.
No acumulado de janeiro a março, as chegadas somaram 16,58 milhões de toneladas, 3,1% abaixo dos 17,11 milhões recebidos no primeiro trimestre de 2023. A queda reflete, principalmente, o impacto das verificações brasileiras.
Fontes do setor disseram que as inspeções foram motivadas por repetidas descobertas de grãos com pesticidas, fungicidas, além de danos por calor e insetos vivos. O objetivo é descartar lotes inadequados antes de entrar na cadeia de consumo.
Espera-se recuperação das importações nos próximos meses, com mais remessas dos EUA e a safra recorde brasileira chegando aos portos chineses. Analistas apontam que abril a junho pode manter o ritmo acima de 10 milhões de toneladas mensais.
Desdobramentos já influenciam a visão de demanda. Pesquisadores apontam que o ritmo das aquisições depende do clima de plantio nos EUA e de eventuais interrupções logísticas, além da demanda do setor pecuário, que sustenta o consumo de soja.
Perspectivas de demanda e logística
Operadores acompanham ainda o timing da reunião entre autoridades americanas e chinesas para sinalizar futuras compras da soja dos EUA. A tensão comercial anterior atrasou aquisições da safra de outono dos EUA.
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