Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para comandar o Federal Reserve, divulgou ativos superiores a 100 milhões de dólares. O registro, tornato público na terça-feira, traz lacunas e promessas de desinvestimento para cumprir as regras éticas do banco central.
A lista de Warsh soma investimentos acima de 50 milhões de dólares no Juggernaut Fund LP e 10,2 milhões em honorários do escritório de Stanley Druckenmiller. Parte dos ativos permanece confidencial, com compromisso de alienação se confirmado.
O documento contém dezenas de participações em setores como inteligência artificial e criptomoedas, incluindo empresas não totalmente detalhadas. A esposa de Warsh, Jane Lauder, herdou interesses da Estée Lauder e registra ativos acima de 1 milhão de dólares em títulos municipais.
As regras éticas do Fed, estabelecidas em 2022, restringem investimentos de funcionários e familiares, com proibições a ações de bancos e ativos ligados a criptomoedas. A avaliação do patrimônio não é direta devido a categorias amplas usadas pelo relatório.
Entre os ativos listados constam participações em THSDFS LLC, com elevadas parcelas que Warsh prometeu alienar. Uma avaliação de valor de várias participações não foi divulgada, em especial para ativos de natureza tecnológica.
A divulgação será tema da audiência de confirmação de Warsh, prevista para 21 de abril, enquanto o mandato atual de Jerome Powell se encerra em 15 de maio. O Senado deve analisar a compatibilidade com as regras éticas e o potencial conflito de interesses.
Especialistas ressaltam que a riqueza de Warsh, em linha com integrantes da administração Trump, pode tornar o processo de confirmação mais complexo. A senadora Elizabeth Warren pediu que a confirmação não ocorra enquanto houver tensão institucional com o Fed.
Analistas destacam que as divulgações revelam uma visão ampla de patrimônio e de relações com o setor financeiro. No entanto, informações sobre acordos de confidencialidade geram perguntas sobre total transparência.
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