A Nissan Motor anunciou uma reformulação de seu portfólio, buscando vender mais nos EUA e na China. A empresa revelou metas ambiciosas após o CEO Ivan Espinosa assumir o comando de uma fabricante com dificuldades financeiras e operacionais.
A estratégia prevê reduzir modelos de 56 para 45 e concentrar 80% do volume em três famílias de veículos, fabricados em plataformas compartilhadas e visando as maiores regiões da empresa. A iniciativa foi apresentada em comunicado divulgado nesta semana.
A iniciativa marca o esforço de Espinosa para reestruturar a Nissan após tensões com a Renault, parceira de longa data, e a fusão falha com a Honda. O objetivo é criar uma linha de produtos mais enxuta e lucrativa.
A Nissan busca vender mais de 1 milhão de carros nos EUA e na China até 2030, recuperando patamares não alcançados desde 2019 nos EUA e 2021 na China. O plano aposta em veículos mais modernos e opções híbridas.
Nos EUA, a empresa planeja destacar o Rogue híbrido com motor V6 e reintroduzir o Xterra como SUV. A aposta em híbridos surge após a retirada do segmento em 2019, durante a expansão de híbridos de rivais.
Na China, a Nissan visa desenvolver rapidamente veículos elétrificados e tornar o país um centro de exportação para América Latina e Sudeste Asiático, com remessas do sedã N7 e da picape Frontier Pro fabricados no país.
No Japão, a montadora projeta lançar um novo carro compacto para vender 550 mil unidades anuais até o fim do próximo ano fiscal, mantendo o foco em eficiência de custos e presença em mercados pequenos.
A empresa também confirmou atualização dos sistemas de assistência ao motorista, com versão aprimorada do ProPilot na minivan Elgrand, prevista para este verão no Japão, mirando aceitar direção autônoma até 2028.
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