A presidência brasileira da COP30 anunciou uma meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para países em desenvolvimento até 2030, mas reconhece a ausência de dados confiáveis sobre o financiamento climático global. O objetivo é ampliar recursos para ações de adaptação e mitigação.
Segundo o porta-voz, não há informação suficiente sobre as fontes de financiamento disponíveis hoje, o que dificulta a construção de estratégias coerentes. A nova versão do roadmap de adaptação deve preencher lacunas e trazer monitoramento mais robusto.
A COP30 também avalia a consistência entre números de diferentes instituições, especialmente em relação à meta de US$ 100 bilhões estabelecida em conferências passadas. A prioridade é alinhar dados para orientar decisões internacionais.
Durante entrevistas coletivas na primavera do Fundo Monetário Internacional, o governo brasileiro apresentou o Tropical Forest Forever Facility, o TFFF, como ferramenta central para financiar florestas tropicais. O fundo opera fora do Acordo de Paris.
O TFFF tem lógica própria, com maior dinamismo e menos dependência do consenso das negociações internacionais. Países em desenvolvimento poderiam contribuir, conforme descrito pela presidência da COP30.
O TFFF já tem compromissos acima de US$ 7 bilhões e busca atrair mais recursos até 2026. A expectativa é acelerar a conservação de florestas diante do avanço do desmatamento.
A proposta busca ampliar instrumentos financeiros para a conservação florestal, área considerada crítica para evitar impactos climáticos severos. A avaliação é de que os mecanismos atuais não respondem com a velocidade necessária.
Em síntese, a COP30 aponta para uma estrutura de financiamento climático mais ágil, com mecanismos novos para conter o desmatamento e ampliar a proteção das florestas tropicais, sob supervisão brasileira.
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