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Brasil volta a emitir dívida em euro após mais de uma década

Brasil volta a emitir títulos em euro, pela primeira vez em mais de dez anos, com demanda elevada e custo menor, mas sem grau de investimento

Foto: Reprodução
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O Brasil retomou o financiamento no mercado internacional com a emissão de títulos em euro, a primeira desde há mais de uma década. A operação visa diversificar as fontes de financiamento e reduzir a dependência do dólar.

A operação envolve valores próximos a 4 bilhões de euros, distribuídos entre vencimentos em 2030, 2033 e 2036. Fontes de mercado indicam boa receptividade e demanda elevada por parte de investidores internacionais.

O esforço é coordenado por bancos globais, entre eles BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. A emissão ocorre em um momento de volatilidade global e proximidade das eleições presidenciais no Brasil.

Contexto de diversificação cambial

O governo utiliza a operação como parte de uma estratégia mais ampla de dívida externa, com foco em múltiplas moedas. Objetivo é abrir acesso a diferentes bases de investidores e reduzir riscos cambiais.

A iniciativa busca ainda criar benchmarks de dívida em euro, em adição a operações já realizadas em dólar e, potencialmente, em renminbi. Isso amplia a flexibilidade em cenários de pressão no mercado.

Situação de crédito e cenário externo

Apesar da boa aceitação, o Brasil continua fora do grau de investimento, com avaliação Ba1 pela Moody’s e notas BB pela Fitch e S&P. Esse cenário condiciona o universo de investidores institucionais e pode manter custos de captação mais elevados.

A operação, portanto, ocorre sem garantia de classificação, mas sinaliza capacidade do país de acessar liquidez externa. O movimento pode indicar apetite por risco e confiança gradual de investidores internacionais.

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