O mercado brasileiro de automóveis ganhou fôlego com a chegada de dezenas de lançamentos no segundo trimestre, entre eles modelos esperados como Toyota Yaris Cross, VW Taos e Jeep Renegade híbrido leve, além de novas opções chinesas. A aceleração de novidades pressionou as marcas a manterem preços estáveis.
A pesquisa da Bright Consulting, exclusiva para o Jornal do Carro, mostra que o efeito da concorrência chinesa é perceptível. Com mais modelos a vencer, o preço público médio dos carros novos tem apresentado maior estabilidade nos últimos tempos.
Mudança de cenário de preços
Desde 2016, o valor médio de carros novos no Brasil subiu de forma expressiva. Em 2019, ficou em 117.992 reais; em 2020, 128.356 reais; 2021 teve 150.230 reais; e 2022, 160.557 reais. O período da pandemia intensificou a escalada.
A entrada de grupos chineses, como BYD, GAC, Caoa Changan, Leapmotor e Jetour, amplia a oferta com preços competitivos. O Dolphin Mini da BYD ganhou destaque ao se tornar o carro de passeio elétrico mais vendido em março.
Modelos e efeitos competitivos
Modelos como GAC GS3, Uni-T da Caoa Changan, Jetour S06, Tiggo 5X da Caoa Chery e Leapmotor B10 passaram a conviver com versões renovadas de BYD. A combinação de tecnologia embarcada e acabamento está atraindo compradores de diferentes segmentos.
Essa pressão de preço, associada ao aumento da oferta de veículos eletrificados, desdobra-se em mudanças de estratégia entre montadoras tradicionais. A indústria busca acompanhar o ritmo acelerado sem comprometer margens.
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