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Dívida brasileira pode alcançar 100% do PIB no 1º ano do novo governo

FMI aponta que a dívida brasileira pode alcançar cem por cento do PIB já no primeiro ano do próximo governo, elevando juros e pressão fiscal

Ilustração de uma bomba fiscal no centro da Esplanda dos Ministérios
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O Brasil pode chegar a uma dívida equivalente a 100% do PIB já no primeiro ano do próximo governo, aponta o Monitor Fiscal do FMI. A projeção destaca dificuldades no ajuste das contas públicas diante do cenário global.

O relatório mundial do FMI indica que a dívida pública global deve alcançar 100% do PIB até 2029, com pressão de Estados Unidos e China. Conflitos geopolíticos elevam preços de energia e custos de financiamento, influenciando as contas públicas.

No Brasil, o déficit nominal deve subir de 6,2% do PIB em 2024 para 8,1% em 2025, puxado pela piora do resultado primário e pelo aumento dos juros. A trajetória da dívida é marcada por déficits persistentes.

A dívida bruta brasileira deve subir a 93,3% do PIB em 2025, 96,5% em 2026 e chegar a 100% em 2027, com alta projetada até 106,5% em 2031. Em comparação, a média dos emergentes fica em torno de 57,5% do PIB.

Na América Latina, a dívida média deve permanecer próxima de 74% do PIB até o fim da década, enquanto o Brasil segue em alta. O México, por exemplo, aparece com déficit menor e dívida estável ao redor de 63% do PIB.

Fatores e impactos

Juros elevados pesam sobre as contas públicas; despesas financeiras crescem e alimentam uma bola de neve que amplia o déficit. O custo da dívida sobe, limitando o espaço para políticas públicas.

Despesas com juros reduzem recursos disponíveis para outras áreas, dificultando reações a choques como crises energéticas ou tensões geopolíticas. O mercado reage a mudanças no humor dos investidores.

A credibilidade da política fiscal fica pressionada. Sem um plano de consolidação crível, os prêmios de risco sobem, elevando juros e impactando o crescimento econômico.

Caminho recomendado pelo FMI

O FMI recomenda fortalecer marcos fiscais com âncoras de médio prazo consistentes e confiáveis. Sem uma estratégia de consolidação, o Brasil pode manter prêmios de risco elevados e comprometer a estabilidade fiscal.

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