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Entre infraestrutura e risco do negacionismo climático contratual

Negacionismo climático em contratos de infraestrutura pode elevar o risco para investidores e reduzir o aproveitamento do atual ciclo privado

Funcionários da prefeitura observam árvore que caiu sobre casa no Pacaembu (zona oeste) após forte vendaval que atingiu São Paulo - Danilo Verpa - 23.set.25/Folhapress
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O Brasil precisa ampliar rapidamente sua infraestrutura para alcançar um patamar de investimento compatível com o desafio climático. Estudos independentes apontam que o país deveria chegar a 4% do PIB nesse setor, hoje próximo da metade dessa meta.

O mercado de investimento privado em infraestrutura tem crescido de forma expressiva. No ano anterior, contratos superiores a 250 bilhões de reais foram fechados, segundo dados da Radar PPP, divulgados pela imprensa. O país é visto como o maior mercado de infraestrutura privada do mundo por volume de negócios.

A conjuntura internacional favorece o influxo de capital privado em projetos de infraestrutura. Investidores valorizam estabilidade institucional e comparam o Brasil com outras economias emergentes da América Latina em disputa por recursos. Esse ambiente reforça a importância de contratos bem estruturados.

No debate, cresce a sensibilidade sobre contratos vigentes, especialmente quanto à capacidade de responder a eventos climáticos extremos. Especialistas defendem que mudanças no desenho contratual podem impactar o risco percebido pelo investidor, elevando ou atenuando a atratividade do setor.

Entre as mudanças discutidas, há a necessidade de manter a análise técnica acima de pressões políticas que visem soluções rápidas. A ideia é preservar um ambiente estável para investimentos de longo prazo, sem que decisões pontuais comprometam o funcionamento de serviços públicos privatizados.

Ao mesmo tempo, observa-se que o momento atual do mercado de infraestrutura é considerado promissor por diversos agentes. O aumento do interesse privado é visto como essencial para ampliar o acesso ao saneamento básico, área em que grande parte da população ainda não tem atendimento.

Diante desse cenário, especialistas ressaltam a importância de evitar o negacionismo climático em contratos já firmados. Desconsiderar riscos climáticos pode elevar a percepção de insegurança para investidores e frear o fluxo de capitais para projetos de infraestrutura no Brasil.

Em síntese, o impulso privado no setor segue como fator central para ampliar infraestrutura e saneamento. Contudo, a gestão de contratos precisa equilibrar inovação, previsibilidade e responsabilidade técnica, mantendo o Brasil competitivo no mercado global de investimentos.

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