O Itaú Unibanco confirmou, nesta quarta-feira (15), que uma de suas subsidiárias celebrou um instrumento para adquirir ativos do BRB (Banco de Brasília). A transação envolve valores imateriais, de acordo com critérios internos do banco.
O Itaú informou que esses valores são irrelevantes para fins de fato relevante segundo sua avaliação, e não houve divulgação de montantes ou detalhes adicionais do acordo. A comunicação foi assinada por Gustavo Lopes Rodrigues, diretor de Relações com Investidores.
Crise no BRB
O BRB enfrenta problemas desde a aquisição de carteiras do Banco Master, operação que elevou a deterioração patrimonial da instituição. O BRB estima necessidade de provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões, enquanto uma auditoria forense independentemente aponta R$ 13 bilhões.
Os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis somam cerca de R$ 21,9 bilhões, segundo o BRB. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para parte desses ativos incorporados pelo BRB.
Essa negociação depende de aval técnico e regulatório do Banco Central. O Governo do Distrito Federal afirmou que a operação não envolve recursos públicos nem compromete o caixa do BRB, destacando o objetivo de preservar os interesses do DF.
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