O euríbor freou a escalada e recuou para perto de 3%, diante da queda nas probabilidades de alta do BCE. O movimento ocorre enquanto o petróleo pressiona os preços ao consumidor e suscita dúvidas sobre novas subidas de juros.
O BCE acompanha de perto o choque petrolífero e a inflação, sem confirmar novas altas. Lagarde sinalizou posição intermediária, destacando a necessidade de observar dados diários antes de qualquer decisão. O discurso visa evitar surpresas para a economia.
O governador finlandês Olli Rehn pediu cautela e avaliou impactos do choque energético a médio prazo, destacando que o petróleo pode acelerar inflação a curto prazo e frear o crescimento.
A presidente Lagarde, em Washington, afirmou que o BCE não aponta um caminho claro, mantendo o foco no médio prazo. O representante alemão Nagel disse que a direção depende dos próximos dados, e o Oriente Médio está em situação opaca.
Perspectivas do BCE e impactos no euríbor
Mercado reduziu a probabilidade de alta na próxima semana e recuou a 74% para junho, ante 90% há duas semanas. Analistas dizem que abril pode ser cedo demais para mudar a política monetária.
O euríbor diário chegou a quase 3% em 30 de março, mas recuou para 2,756%. Se não houver mudanças relevantes nas próximas semanas, o valor mensal de abril deve ficar em torno de 2,7%.
Cenário de energia e inflação
O choque petrolífero elevou a inflação na zona do euro para 2,5% em março, com combustíveis pressionando os preços. Estrategistas de bancos observam que o episódio pode não exigir aumento de juros imediato, conforme históricos de respostas a choques de energia.
Analistas da Citi projetam que cortes ou altas moderadas dependeriam da duração do choque. Em 2011, o BCE elevou juros para conter inflação, depois recuou por fraqueza econômica, apontam estudos. O debate atual foca em manter estabilidade diante de preços energéticos.
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