O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda criar uma subvenção para a gasolina para conter efeitos da guerra no Irã. A medida seria similar ao que já ocorreu com o óleo diesel e o gás de cozinha, ampliando o escopo de apoio aos preços ao consumidor.
Além disso, o ministro da articulação política, José Guimarães, afirmou que o governo considera medidas para não repassar o tributo aos consumidores. O objetivo é proteger a renda popular sem ampliar encargos diretos aos usuários.
Guimarães também sinalizou a possibilidade de aumentar o endividamento público para preservar a economia popular diante do conflito, caso seja necessário. O ministro disse que ações devem ser anunciadas em breve e voltadas a conter impactos na renda familiar.
Medidas de subsídio e endividamento
O ministro informou que o governo pretende anunciar, nos próximos dias, novas ações de proteção econômica. Entre os focos citados estão recursos para reduzir o efeito da guerra sobre famílias e setores mais vulneráveis.
Ainda segundo Guimarães, as ações previstas devem acompanhar o que já foi divulgado sobre apoio à construção civil, com reflexos no programa Minha Casa Minha Vida. A ideia é ampliar a rede de proteção à renda.
Contexto político e posse
José Guimarães foi empossado chefe da articulação política na última terça-feira, substituindo Gleisi Hoffmann. A posse ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença de representantes de esquerda, do centrão e de chefes do Legislativo.
O novo ministro reafirmou a intenção de ampliar a interlocução entre Executivo e Congresso. Guimarães também comentou a possibilidade de revogar a chamada taxa das blusinhas, após declaração presidencial de que o tributo é desnecessário.
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