O governo enfrenta um impasse sobre a taxa das blusinhas, com posição contraditória entre a Fazenda e a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A discussão envolve arrecadação, proteção à indústria nacional e desgaste político.
A Fazenda vê a tarifa como instrumento de proteção ao varejo e à indústria local, mantendo-a para preservar competitividade interna. Avalia que a revogação provocaria reação setorial e impacto negativo na arrecadação.
Já a SRI, representada pelo ministro José Guimarães, defendeu a revogação da taxa, afirmando que houve desgaste significativo do governo motivado pela medida. Guimarães destacou que a política gerou controvérsia e poderia atrair apoio político adverso.
Durante o governo anterior dos Correios, houve apoio à revogação, com argumentos de agravamento financeiro para a estatal. A avaliação interna apontava impactos negativos na operação logística da empresa.
A alíquota atual é de 20% para compras até US$ 50, e 60% para compras entre US$ 50 e US$ 3.000, com desconto fixo de US$ 20 no total. Dados oficiais indicam arrecadação próxima de R$ 1 bilhão em 2024, enquanto a empresa identificou perdas significativas com a taxação.
Internamente, algumas empresas brasileiras passaram a estruturar logisticamente operações fora do país para reduzir custos, com aluguel de áreas em aeroportos para internalizar cargas. Isso ocorreu como resposta aos custos adicionais impostos pela taxa.
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