O turismo global enfrenta a pior crise desde a pandemia, agravada pela guerra que elevou em mais de 100% o preço do querosene. A alta de custos atinge especialmente o setor de aviação, responsável por cerca de 45% dos gastos com transporte aéreo. Dados das Nações Unidas indicam queda no crescimento mundial para 2025.
A guerra, iniciada no Irã, provocou cancelamentos de voos e reduziu a conectividade. Em 2025, mais de 37 mil voos foram cancelados mundialmente. Dubai restringiu voos de companhias estrangeiras a apenas um por dia até 31 de maio, impactando hubs de passagem.
Além do conflito, o turismo sofre com fatores estruturais, como o excesso de visitantes em grandes cidades e a alta dos aluguéis por meio de plataformas de aluguel de curta duração. Veneza e Barcelona já adotam medidas para conter a pressa turística local, visando frear impactos na população residente.
Impacto global e desafios econômicos
De acordo com a ONU, o crescimento do turismo recuou de 11% para 4% no mundo em 2025. A Europa caiu de 7% para 4%, a Ásia-Pacífico de 25% para 6%, as Américas de 8% para 1% e a África de 14% para 8%. A Cirium aponta que o setor movimentou US$ 11,6 trilhões no ano, correspondentes a 9,8% do PIB global, sustentando 366 milhões de empregos.
Caso Brasil
O Brasil teve dinamismo em 2025, com crescimento de 37% nas chegadas internacionais, totalizando 9,3 milhões de turistas. O faturamento estrangeiro ficou em US$ 7,9 bilhões. No entanto, ainda não há dados consolidados sobre o desempenho deste ano, e as informações disponíveis apontam para novo recuo.
Contexto setorial
O turismo depende de múltiplos fatores, entre eles o custo de combustível, condições geopolíticas e políticas de gestão urbana. O ganho de demanda em alguns destinos contrasta com restrições em outros, gerando impactos variados entre regiões e setores da economia.
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