O IBGE revelou mudanças relevantes no universo dos domicílios brasileiros. Em 2025, o país tinha 79 milhões de lares, mas houve queda no percentual de imóveis próprios quitados e aumento de imóveis alugados. A leitura é de transformação demográfica refletida no cotidiano das famílias.
A divulgação, feita pela PNAD Contínua Domicílios e Moradores, aponta que a elevação do número de domicílios não foi suficiente para manter o crescimento da proporção de imóveis quitados. Em contrapartida, o aluguel ganhou peso na composição da moradia.
Além disso, houve aumento expressivo de pessoas que moram sozinhas. Em 2012, eram 12,2% dos domicílios; em 2025, passaram a 19,7%. Entre elas, a maioria é masculina (54,9%). O estudo aponta mudanças de padrão na vida familiar e na ocupação de imóveis.
Ocupação dos imóveis e evolução temporal
Entre 2016 e 2025, a parcela de domicílios próprios e quitados caiu de 66,8% para 60,2%. Já os imóveis alugados subiram de 18,4% para 24%. O grupo que está em pagamento ficou estável, em torno de 6,8%.
A partir desse movimento, o peso dos aluguéis na composição total da moradia ganhou relevância, enquanto a participação de quem tem imóvel quitado diminuiu. Casas ainda predominam, mas a fatia de apartamentos cresceu.
Perfil das moradias e destaque urbano
As casas continuam sendo a maioria (82,7%), porém os apartamentos passaram a representar 17,1% das habitações. A mudança reflete, entre outros fatores, deslocamentos urbanos e estratégias de moradia em centros urbanos.
Infraestrutura residencial ainda desigual por região
Embora o número de domicílios tenha aumentado, a qualidade da infraestrutura varia bastante. Sudeste registra alta cobertura de água (92,4%) e esgoto adequado (90,7%).
No Norte, os índices são menores: 60,9% com água pela rede e 30,6% com saneamento adequado. A coleta de lixo também é irregular, com 14,5% a 13% das residências em municípios da região queimada.
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