O setor de eventos no Brasil retomou o ritmo de crescimento após o impacto da pandemia. Entre janeiro e fevereiro, o país registrou 205 mil empregos diretos no segmento e uma arrecadação de 25,3 bilhões de reais, segundo a Abrape. O desempenho favorece diversos setores da economia.
A cadeia de turismo, hotelaria e serviços somou 4,3 milhões de trabalhadores direta ou indiretamente ligada ao calendário de eventos. Executivos destacam que encontros presenciais viraram peça-chave de estratégias corporativas, não apenas vitrines ou espaços de relacionamento.
Feiras, congressos e convenções passam a gerar negócios, fortalecer vínculos e abrir oportunidades. Setores como agronegócio, indústria automobilística e games ampliaram a presença de eventos como parte de sua estratégia de mercado. Gamescom Latam atraiu 130 mil pessoas em 2025 em São Paulo.
Perse e o impulso financeiro
O programa federal Perse, criado na pandemia, promoveu isenções fiscais e renegociação de dívidas para o setor. Analistas estimaram 18 bilhões de reais em renúncia fiscal, com resultados considerados modestos frente ao aporte público. O programa terminou em abril de 2025.
Sem o Perse, o setor busca sustentar o ritmo de expansão que vinha sendo apoiado por incentivos. Dados indicam que o interesse por encontros presenciais permanece alto, sugerindo continuidade do setor como vetor de atividade econômica. Empresas continuam a investir em equipamentos e qualificação.
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