A Braskem informou nesta segunda-feira que a Novonor e a NSP Investimentos assinaram contrato para a venda do controle da empresa ao Shine I FIP, fundo de investimento em participação, com assessoria da IG4. A operação marca o fim de um longo processo de sucessão na petroquímica.
O contrato regula a alienação de cerca de 50,1% das ações ordinárias da Braskem e 34,3% do capital social total, representados pela classe A. O FIP poderá requerer registro de oferta pública para aquisição de toda a participação em circulação.
Com a conclusão, a IG4 passa a dividir o controle da Braskem com a Petrobras, que já era acionista. Um acordo de acionistas ainda precisa ser assinado para formalizar a governança compartilhada.
Aprovação regulatória
A operação recebeu aval do Cade após mais de 70 dias de análise, considerado longo por pessoas envolvidas. O Cade classificou a mudança como substituição de agente econômico, mantendo a estrutura concorrencial do setor.
Estrutura da transação
Bancos credores da Novonor, incluindo Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BNDES, cederam dívidas. A IG4 assumiu créditos no total aproximado de R$ 20 bilhões, viabilizando a saída de controladores.
Impactos e prazos
A recuperação do valor de mercado da Braskem pode levar até cinco anos. O Shine I FDIC abriga créditos a receber pela Novonor, a serem quitados com a futura venda das ações. No Shine I, o FIP formalizará o controle compartilhado entre IG4 e Petrobras via ações com direito a voto transferidas pela Novonor.
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