A USA Rare Earth fechou acordo para adquirir a Serra Verde, detentora da única mina de terras raras em operação no Brasil, por US$ 2,8 bilhões. O negócio envolve US$ 300 milhões à vista e 126,8 milhões de ações da compradora aos atuais sócios. O fechamento depende de aprovações regulatórias, até o fim do terceiro trimestre.
A mina Pela Ema fica no norte de Goiás e, segundo a empresa, é o único depósito de argila iônica fora da Ásia. A Serra Verde afirma que a extração local pode responder por mais da metade da oferta global de terras raras pesadas fora da China até 2027. A produção já opera desde 2024.
A operação faz parte de uma ofensiva norte‑americana para diversificar cadeias de suprimentos de minerais estratégicos. Hoje, a produção é destinada ao mercado chinês, mas a aquisição amplia a presença integrada da USA Rare Earth no setor.
Estrutura e impactos estratégicos
A Serra Verde firmou contrato de fornecimento com duração de 15 anos com uma entidade de propósito específico apoiada por governos dos EUA e investidores privados. O acordo inclui preços mínimos para os quatro elementos magnéticos.
Em fevereiro, o Development Finance Corporation elevou seu crédito para US$ 565 milhões, com direito a converter parte do empréstimo em participação acionária. A transação integra uma janela de movimentos recentes no setor.
A USA Rare Earth passa a operar com integração vertical: extração, separação, metalização e fabricação de ímãs, ampliando sua capacidade de produção fora da Ásia. A empresa já possui fábrica em Stillwater e desenvolve o depósito Round Top.
Entre na conversa da comunidade