A Justiça de São Paulo deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Fictor, que acumula dívidas estimadas em 4,3 bilhões de reais. A decisão, proferida neste sábado, aponta indícios de irregularidades na gestão financeira e impõe fiscalização rigorosa sobre as operações da empresa.
A juíza Fernanda Perez Jacomini reconhece que o grupo atende aos requisitos legais para a recuperação, mas ressalta fragilidades relevantes que precisam ser sanadas durante o processo.
Para assegurar transparência, a PwC foi designada para monitorar o fluxo de caixa e a gestão do Grupo Fictor. A recuperação judicial suspende cobranças por 180 dias, concedendo à empresa prazo para apresentar um plano de reestruturação aos credores.
Impactos no mercado
O caso é acompanhado por investidores e parceiros, dada a magnitude do passivo e as suspeitas levantadas pela Justiça. A fiscalização rígida visa proteger credores e a integridade do mercado, mantendo o processo sob escrutínio.
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