Shuhei Yoshida, figura histórica da PlayStation, afirma ter sido demitido da posição de chefe dos jogos first-party em 2019 por não atender a pedidos de Jim Ryan. A mudança ocorreu durante a transição de liderança na Sony Interactive Entertainment, que apontava rumo a uma reorientação estratégica.
Yoshida relata que, após 11 anos à frente do desenvolvimento de jogos proprietários, foi informado de que perderia o cargo. Segundo ele, Ryan queria que ele executasse tarefas consideradas “ridículas”, as quais ele recusou. O ex-executivo afirmou que cresceu junto ao então colega desde os tempos do PS1.
Após a saída, Yoshida passou a atuar, até janeiro de 2025, no papel de fortalecer o suporte à produção de jogos indie dentro da Sony. Em seu relato, ele enfatiza a importância de manter autonomia criativa e não vinculou a demissão a discordâncias sobre o foco da empresa.
Olhando para as mudanças promovidas por Jim Ryan e Hermen Hulst, a Sony tem direcionado parte de seus esforços à chamada estratégia de jogos como serviço. A guinada tem gerado debates sobre impactos para estúdios internos, com encerramentos anunciados de unidades de produção e a reorganização de equipes, incluindo a Japan Studio e a Bluepoint Games.
A conclusão sobre o impacto dessas políticas ainda depende de novos desdobramentos. Analistas destacam que grandes estúdios têm sido repensados e que a empresa busca equilibrar investimento em títulos de serviço com produções de nicho e remakes. O cenário de 2025 apresenta sinais de ajuste estratégico contínuo.
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