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Mensagens de ex-presidente do BRB indicam possível fraude para favorecer Master

Ação do BRB aponta fraude para favorecer Master, com bloqueio de ações ligadas ao grupo e Costa preso na quarta fase da Compliance Zero

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB — Foto: Silvia Zamboni/Valor
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OBRIGATORIEDADE DE NOTÍCIA: documento aponta possível fraude para favorecer o Master de Daniel Vorcaro. A ação foi ajuizada pelo BRB em 23 de fevereiro contra Master, Vorcaro, João Carlos Mansur (da Reag) e fundos de investimento. A denúncia envolve reorganização societária e movimentação de participações com risco de dissipação patrimonial.

Segundo a ação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, teria atuado para favorecer o Master. O documento aponta indícios de fraude e pede o bloqueio de ações do BRB detidas por acusados ligados ao Master. A pretensão é impedir alienação enquanto há apuração.

A conversa envolve o aumento de capital do BRB realizado em maio de 2024. Na ocasião, foram captados cerca de R$ 290 milhões de investidores privados ligados a fundos do ecossistema Master/Reag, com participação direta da gestão de Costa.

A ação sustenta que as operações teriam possibilitado que, ao final de 2025, aproximadamente 23,5% do capital social do BRB ficasse sob a titularidade de acionistas ligados ao Master ou a ativos investigados. O documento cita ocorrência de triangulação de participações.

Pelo texto, os fundos vinculados ao Master não deveriam participar do aumento de capital, pois não integravam o quadro acionário na data de corte. Alega-se que apenas acionistas em 17/05/2024 teriam direito de preferência conforme as regras do ACP privado.

A defesa de Costa foi procurada pelo Valor, mas não houve manifestação até a publicação da reportagem. A apuração continua em andamento, com foco na avaliação de irregularidades e de eventual indenização ao BRB.

Prisões e desdobramentos da Compliance Zero

Costa foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, segundo a Polícia Federal. Há evidências de recebimento de propina para facilitar operações com o Banco Master, incluindo indícios de recebimento de seis imóveis, avaliados em R$ 146 milhões.

A PF informou que pagamentos acima de R$ 74 milhões teriam sido rastreados, mesmo após avisos sobre investigações sigilosas envolvendo o Master. O caso envolve ainda o advogado Daniel Monteiro, que atuou em favor do Master.

Nesta quarta-feira (22), a Segunda Turma do STF iniciou a análise da decisão que determinou a prisão de Costa, decretada pelo ministro André Mendonça. O inquérito segue em curso, com novas oitiva e aprofundamento de provas.

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