O Banco de Brasília (BRB) aprovou um aumento de capital de até 8,8 bilhões de reais em assembleia de acionistas realizada nesta quarta-feira. A medida impõe pressão direta sobre o Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista, que detém 53% do banco. O GDF terá de aportar pelo menos 4 bilhões para acompanhar a capitalização.
A decisão ocorre para recompor o balanço do BRB, fragilizado por operações com ativos herdados do Banco Master. O movimento busca fortalecer a base financeira da instituição diante de perdas anteriores e ampliar a capacidade de atuação no mercado.
Entre os temas tratou-se também da governança do BRB, com a homologação dos nomes de Nelson Antônio de Souza, presidente, e de Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração, em processo pendente desde o fim do ano passado.
Na semana passada, o BRB anunciou acordo com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento destinado a transferir ativos ligados ao Banco Master. O valor de referência da operação é de até 15 bilhões de reais, com pagamentos à vista entre 3 e 4 bilhões.
Parte do montante restante, estimado entre 11 e 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo. Mesmo com o acordo, o BRB seguiu adiante com o aumento de capital aprovado nesta semana, como parte da estratégia de recompor a base financeira.
A governadora Celina Leão afirmou que o acordo demonstra responsabilidade na condução do momento enfrentado pelo BRB. O pleito de capitalização e o cronograma de aportes seguem sob avaliação de autoridades regionais e acionistas, com impacto direto nas contas do governo local.
A medida reforça a relação entre BRB e GDF, já sob escrutínio de políticas públicas para equilíbrio fiscal. A capitalização tem como propósito evitar diluição da participação do governo e manter a governança institucional sólida dentro do banco público.
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