O Banco de Brasília (BRB) aprovou em Assembleia Geral Extraordinária nesta quarta-feira (22) a alteração do estatuto para permitir um aumento de capital de até 8,8 bilhões de reais. A operação deverá ocorrer por subscrição privada, abrindo caminho para capitalização futura. A decisão não envolve aporte imediato de dinheiro.
A mudança estatutária foi aprovada para fortalecer a estrutura patrimonial, ampliar a capacidade de absorver perdas e manter o enquadramento prudencial. O governo do Distrito Federal pretende evitar diluição do controle, estimando que a preservação de participação acima de 50% exija cerca de 5,3 bilhões de reais.
Durante a AGE, a Associação Nacional dos Empregados do BRB (Anea-BRB) tentou suspender a votação, alegando falta de informações e propondo alternativa de aporte via reserva de capital. O controlador enfrentou resistência, mas o GDF detém 56,48% e o Iprev-DF 18,73% e votaram pela aprovação.
Contexto e desdobramentos
A medida já circulava desde março; o BRB planejava captar até 8,86 bilhões de reais com até 1,675 bilhão de ações, a 5,29 reais cada, com direito de preferência aos atuais acionistas. A crise recente envolvendo o Banco Master elevou o escrutínio do mercado sobre o BRB.
A operação é vista como resposta a pressões de liquidez e à necessidade de robustecer a capitalização. Em meio a esse cenário, houve apreensão sobre a diluição de minoritários e sobre quem financiará a manutenção do controle no longo prazo. O tema segue sob observação do mercado.
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