Francisco Petros, recém reeleito para um quinto mandato no conselho da Petrobras, afirma que a empresa acumula perdas significativas por manter o preço dos combustíveis abaixo dos níveis internacionais desde o início do conflito envolvendo o Irã. Segundo ele, as perdas estimadas estão entre 2 e 3 bilhões de dólares.
A crítica de Petros surge em meio a preocupações de investidores que temem que a estatal absorva novamente parte dos custos para manter os preços baixos. Ele ressalta que a política de preços busca proteger o consumidor da volatilidade de curto prazo, mas pode comprometer a situação financeira da empresa, já fortemente endividada.
Petros participou de entrevista à Bloomberg News, destacando que o adiamento de ajustes pode inviabilizar a própria política de preços. Em relação à trajetória recente, ele diz que a Petrobras elevou o diesel no atacado apenas uma vez desde o início do conflito, enquanto a gasolina segue cerca de 30% abaixo dos padrões internacionais.
O empresário e economista também aponta que o governo tem interesse político na popularidade do setor de combustíveis, o que pode influenciar decisões estratégicas. Ele sugere que a empresa adote reajustes graduais para demonstrar maior independência em relação a pressões externas.
Na gestão atual, a inflação de energia aumenta a pressão sobre a CEO Magda Chambriard, que precisa equilibrar as finanças da estatal com as políticas de proteção ao consumidor. Em meio a esse cenário, Petros afirma que a política de preços será testada pela primeira vez sob a administração da presidente.
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