No ranking divulgado pela Forbes nesta quarta-feira, 22, bilionários russos ampliaram suas fortunas em 11% no último ano, mesmo diante de sanções internacionais e da guerra na Ucrânia. A riqueza total dos mais ricos do país chegou a US$ 696,5 bilhões, aproximadamente R$ 3,4 trilhões.
No topo da lista aparece Alexei Mordashov, CEO da Severgroup, com uma fortuna estimada em US$ 37 bilhões, alta de US$ 8,4 bilhões em relação a 2025. Em segundo está Vladimir Potanin, presidente da Interros e da Nornickel, com US$ 29,7 bilhões.
Vagit Alekperov, ex-presidente da Lukoil, ocupa o terceiro lugar com US$ 29,5 bilhões, seguido por Leonid Mikhelson, da Novatek, com US$ 28,3 bilhões. Segundo a Forbes, não houve novatos no topo da lista de riqueza russa.
A recuperação é atribuída principalmente à valorização de commodities, impulsionada por interrupções no comércio global. Muitos dos grandes empresários continuam ligados à exploração e exportação de recursos naturais.
Fortunas russas sob sanções
Em abril, Moscou deve receber cerca de US$ 9 bilhões com o imposto sobre a extração de petróleo, conforme estimativas da Reuters. O cálculo considera produção e preços preliminares, com alta de cerca de 10% sobre abril do ano anterior.
A expectativa é de uma duplicação da receita com esse tributo em relação a março, somando aproximadamente 700 bilhões de rublos. A notícia acompanha o contexto de guerra e crise energética desencadeada por ataques ao Irã.
Apesar dos ganhos recentes, as fortunas russas ainda ficam atrás das maiores do mundo, dominadas por empresários de tecnologia nos EUA. O líder mundial continua Elon Musk, com cerca de US$ 839 bilhões.
Contexto internacional e sanções
O ranking da Forbes foi divulgado um dia antes da União Europeia anunciar novas sanções contra a Rússia. As medidas visam o setor bancário russo e as exportações de petróleo, potencialmente impactando futuras receitas do país.
As informações destacam que, mesmo com o cenário de restrições, a riqueza de bilionários russos permanece ligada a ativos de energia e mineração. A Forbes não indicou mudanças radicais na composição do top 5 em relação ao ano anterior.
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