Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de 8,5 bilhões de reais, o 14º trimestre consecutivo de perdas desde o fim de 2022. A companhia teve receita bruta de 17,3 bilhões, efeito de despesas elevadas, e fator decisivo: 6,4 bilhões em precatórios.
A estatal aponta ainda queda de 11,35% no faturamento frente a 2024, impulsionada pela redução de 66% nas encomendas internacionais, em parte devido a mudanças na tributação de importações de baixo valor. A empresa reservou 2,63 bilhões para potenciais perdas trabalhistas em ações judiciais.
Medidas para enfrentar a crise
Para melhorar a liquidez, os Correios fecharam um empréstimo de 12 bilhões de reais no final de 2025, em consórcio com Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa. Parte relevante dos recursos cobriu despesas emergenciais, segundo o presidente Emmanoel Rondon.
O Conselho Monetário Nacional autorizou ainda a captação de mais 8 bilhões em créditos com garantia da União, com conclusão prevista até o fim do 1º semestre de 2026. A companhia também aposta em reduzir custos com pessoal por meio de Programas de Demissão Voluntária (PDV).
Entre fevereiro e abril deste ano, 3.181 funcionários aderiram ao PDV, estimando redução de custos de cerca de 40%. O presidente Emmanoel Schmidt Rondon afirmou que a adesão ocorreu rapidamente, com projeção de economia de aproximadamente 775,7 milhões de reais para 2026.
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