Meta anunciará a demissão de 8 mil funcionários, equivalente a 10% da sua força de trabalho, com cortes a ocorrer no próximo mês. Além disso, a empresa não deverá preencher milhares de vagas abertas que estavam em recrutamento.
A justificativa principal é o aumento de gastos da companhia em várias áreas, especialmente em IA. O grupo pretende gastar cerca de 135 bilhões de dólares com IA neste ano, valor semelhante ao que investiu nos três anos anteriores somados, segundo quem viu o memorando interno.
Um porta-voz da Meta afirmou os cortes, mas não comentou mais detalhes. O fundador e CEO Mark Zuckerberg já havia sinalizado, em janeiro, que a companhia poderia promover novas reduções de quadro neste ano, citando ganhos de produtividade com ferramentas de IA.
Na semana passada, a agência Reuters informou que a Meta planejava cortar possivelmente mais de 10 mil funcionários neste ano. O memorando aos funcionários foi inicialmente divulgado pela Bloomberg.
Até o momento, a Meta já promoveu dois ajustes menores de pessoal, totalizando cerca de 2 mil demissões neste ano. Os empregados haviam sido alertados de um corte mais profundo, conforme reportado pela BBC.
A empresa tem direcionado investimentos e atividades à formação de modelos de IA e ao aperfeiçoamento de ferramentas nessa área. Nesta semana, a Meta também informou que começaria a monitorar interações de trabalhadores com computadores para treinar seus modelos de IA, o que foi considerado por alguns funcionários como um movimento preocupante diante das demissões.
Desde 2022, a Meta promoveu várias fases de cortes, reduzindo centenas de milhares de vagas ao longo dos anos. Contudo, a empresa retomou contratações recentemente, mantendo o quadro próximo ao que havia antes dos cortes iniciais.
As demissões anunciadas representam a maior vara de desligamentos da Meta desde 2023, marcando um momento decisivo na estratégia da empresa para acelerar a adoção de IA.
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