A divisão de MX (Mobile Experience) da Samsung pode fechar o ano no vermelho devido à crise de memórias RAM. Segundo o site Money Today, o custo das memórias está maior e os estoques são baixos, impactando a margem de lucro da empresa em seus produtos.
A Samsung fabrica memórias DRAM e, ao mesmo tempo, depende delas para produzir smartphones e outros itens da linha Galaxy. Com os preços dos chips mais altos, a divisão de dispositivos paga mais pelo material do que consegue repassar em vendas.
O desafio é maior porque a empresa não funciona com descontos simples entre divisões. O objetivo é maximizar o lucro, o que complica vender memórias baratas para a MX sem sacrificar lucros em outros segmentos.
Encruzilhada dos Galaxy
A empresa mantém foco no lucro por meio da venda de componentes para data centers, mantendo a cobrança elevada para suas memórias. Dessa forma, a aquisição de RAM fica menos competitiva para o segmento MX, afetando margens.
Relatórios indicam que a cobrança de RAM pode pressionar a margem de celulares. Em modelos premium, o componente pode representar até 20% do custo total. Em contrapartida, a Galaxy ganha força com itens de alto valor agregado.
A crise também está impactando a precificação de seus aparelhos no mercado brasileiro, com relatos de aumentos de até 18%. Já o custo de produção pode exigir mudanças estratégicas para preservar rentabilidade.
Perspectivas e impactos
Especialistas apontam que o cenário pode levar a Samsung a priorizar vendas de componentes para data centers, ao invés de reduzir preços para o segmento MX. Ainda não há estimativa oficial de déficit anual, apenas sinais de pressão sobre margens.
Embora o déficit exista de forma potencial, a empresa mantém projeções de alto valor de mercado, impulsionadas pela força de suas operações globais. O equilíbrio entre memória e dispositivos segue como principal ponto de atenção.
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