Sanofi registrou resultados do primeiro trimestre acima das expectativas, fortalecendo a entrada de Belén Garijo como nova CEO. A espanhola assume o posto ao fim deste mês, após passagem pela Merck KGaA, onde foi CEO desde 2021.
As ações da farmacêutica reagiram com alta, aproximando-se de 4% neste pregão. No último mês, a valorização fica em torno de 9%, ajudando a companhia a alcançar aproximadamente 100 bilhões de euros em capitalização. O mercado respondeu positivamente à sólida atuação no trimestre.
Resultados e estratégia do trimestre
No período, a empresa elevou receitas em 13,6% na comparação anual, para 10,509 bilhões de euros, com lucro líquido de 2,264 bilhões, avanço de 11,1%. O efeito cambial retraiu o crescimento em 7,4 pontos percentuais.
Sanofi manteve o guidance para 2026, projetando crescimento de vendas de um dígito alto e lucro por ação acima do crescimento das receitas, em condições de câmbio constantes. A empresa reforçou também o plano de recompra de ações, já em curso.
Durante o trimestre, a farmacêutica concluiu a aquisição da Dynavax e acionou um programa de recompra de até 1 bilhão de euros, sendo 921 milhões executados até o período.
A agenda de Garijo e desafios
O comunicado também destacou que a apresentação de Garijo como nova CEO está alinhada com o objetivo de revitalizar o portfólio de fármacos, especialmente após a expiração futura da patente de Dupixent. O foco permanece em manter a produtividade de pesquisa e desenvolvimento.
Entre os primeiros movimentos, Garijo terá de enfrentar o desafio de substituir receitas do Dupixent, principal produto da companhia, com fluxo de caixa que se reduz com a aproximação da expiração de patente. A administração anterior foi marcada por cortes estratégicos em áreas de inovação. A L’Oréal SA, maior acionista, teve papel relevante na troca de liderança, segundo veículos de imprensa.
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