A Serra Verde, controlada pela brasileira, está em processo de venda para a USA Rare Earth por 2,8 bilhões de dólares. A operação Pela Ema, em Goiás, será ampliada para elevar a produção de terras raras. A meta é chegar a 6.400 toneladas/ano até o fim de 2027.
Segundo o diretor de Operações, Ricardo Grossi, o aumento acompanha a estratégia de diversificação fora da China, principalmente de itens pesados. O acordo envolve uma relação com uma SPE apoiada pelos EUA.
A produção atual na operação de Pela Ema é de cerca de 100 t/ano em óxidos de terras raras. Com a ampliação, a expectativa é que a produção alcance 6.400 t/ano no prazo estabelecido. A mudança amplia o peso da produção brasileira no mercado global.
Composição prevista
Cerca de 32% da produção prevista ficará com térbio e disprósio, elementos menos comuns e cruciais para ímãs de alto desempenho. O restante será dividido entre neodímio-praseodímio (22%) e ítrio (42%), conforme dados de Grossi.
Contrato e mercado
A Serra Verde assinou um acordo de fornecimento de 15 anos com uma SPE apoiada pelos EUA. O contrato estabelece preços mínimos de US$ 2.050 por kg para térbio e US$ 575 por kg para disprósio, com venda voltada apenas a mercados ocidentais.
Processamento e investimentos
Existe avaliação para realizar parte do processamento no Brasil, com decisão de investimento prevista para o início de 2027. Grossi afirmou que o modelo de precificação evita referências asiáticas voláteis, aumentando a previsibilidade de receita.
Perspectiva brasileira
A estrutura de preços pode destravar outros projetos no Brasil, ampliando a atuação local em cadeia de suprimentos de terras raras. O movimento também reforça a busca por diversificação geográfica na produção de itens pesados.
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