A Usiminas divulgou resultados do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 896,1 milhões, crescimento de 166% ante o mesmo período de 2023. O ganho foi puxado por ganhos cambiais e pela defesa comercial contra o aço importado anunciada em fevereiro.
Apesar do resultado positivo, o EBITDA ajustado caiu 11% na comparação anual, para R$ 653 milhões. A receita líquida somou R$ 5,8 bilhões, queda de 14%, atribuída principalmente à redução de volumes e exportações.
Em fevereiro, o governo criou direitos antidumping sobre laminados a frio e revestidos, alterando o ambiente competitivo. Ainda assim, houve melhora de preços e do mix de produtos, com avanço de 4,9% na receita líquida por tonelada.
Fatores que influenciaram o desempenho
A empresa teve ganhos cambiais líquidos de R$ 101 milhões, decorrentes da desvalorização do dólar frente ao real. O CPV por tonelada também recuou 1,8%, beneficiado pela mesma moeda.
As vendas para o setor automotivo avançaram 5,9 p.p. no trimestre. No entanto, volumes de aço caíram 8% e a mineração registrou queda de 12% nos embarques, pressionando o resultado.
Analistas do Itaú BBA destacaram que o lucro ficou 31% acima da estimativa do banco, sugerindo potencial de revisão positiva para o year. A Eleven, porém, manteve recomendação neutra para USIM5.
Perspectivas e desafios
O Itaú BBA aponta que o desempenho pode melhorar a partir do terceiro trimestre com provável alta de preços do aço. O relatório cita incertezas macroeconômicas, como guerra no Irã e pressão em fretes marítimos.
Para o segundo trimestre, a Usiminas projeta volumes estáveis, mas custos elevados em matérias-primas, energia e fretes, compensados pela melhora na receita por tonelada. A empresa não detalha mudanças de guidance.
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